Ao certo? é incerto

Alguns aforismos meus ou Uma pequena antologia ou Meu bloquinho eletrônico ou Meu "guardador" de coisas da net…

Será? 8 Novembro, 2009

Arquivado em: Músicas — cimara @ 2:48 pm
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Será que ainda vai chegar o dia de se pagar até a respiração?
Pela direção que o mundo está tomando eu vou viver pagando o ar de meu pulmão

Pago imposto pra morar, pra beber água e comer
E até quando eu morrer tem imposto pra enterrar
Só não puderam cobrar por minha respiração
E pela direção que o mundo está tomando eu vou viver pagando o ar de meu pulmão
Será que ainda vai chegar o dia de se pagar até a respiração?

E a justiça tem um peso pra cada tipo de gente
Quando o réu é influente, quase sempre escapa ileso
Só quem se demora preso é quem não tem um tostão
E pela direção que o mundo está tomando eu vou viver pagando o ar de meu pulmão
Será que ainda vai chegar o dia de se pagar até a respiração?

E até mesmo o que não presta tem um preço pendurado
Todo favor é cobrado, de graça nada mais resta
E até injeção na testa começa a ter cotação
E pela direção que o mundo está tomando eu vou viver pagando o ar de meu pulmão

Será que ainda vai chegar o dia de se pagar até a respiração?
E pela direção que o mundo está tomando eu vou viver pagando o ar de meu pulmão
Será que ainda vai chegar o dia de se pagar até a respiração?
E pela direção que o mundo se desdobra um dia alguém me cobra o ar de meu pulmão

Siba

 

Meu Testamento 23 Outubro, 2009

Arquivado em: Aspas — cimara @ 6:06 pm
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doaorgaoba2

Certo dia um médico determinará que o meu cérebro parou de funcionar e que, de um modo essencial a minha vida parou.
Quando isso acontecer, não tente introduzir vida artificial no meu corpo.
Em vez disso, dê minha visão para um homem que nunca viu o nascer do sol, o rosto sorridente de uma criança ou o amor nos olhos de uma mulher.
Dê meu coração para a pessoa que do seu, já vem sofrendo há tempo.
Dê meus rins aquele que, de semana a semana, depende de uma máquina para existir.
Tome meu sangue, meus ossos, cada músculo e nervo do meu corpo e encontre uma maneira de fazer uma criança paralítica andar.
Explore cada canto do meu cérebro.
Tome minhas células, se necessário, e deixe-as crescer de modo que, algum dia, um menino mudo seja capaz de soltar um grito de gol e uma menina surda possa ouvir o som da chuva contra o vidro da janela.
Queime o que restar de mim e espalhe as cinzas no vento, para que ajudem no desabrochar das flores.
Se você quiser enterrar algo, que sejam minhas faltas, minhas fraquezas e preconceitos contra o próximo, os meus pecados, enfim.
Ao lembrar-se de mim, faça-o com uma ação gentil ou uma palavra a alguém que dela precise.
Faça tudo isso, e eu viverei para sempre.

 

Robert N. Test “Coletanea de Mensagens – Ir.Germano Rebellatto”

 

Déjà Vu 17 Outubro, 2009

Arquivado em: Aspas, Músicas — cimara @ 2:35 pm
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ZZ15B4914FNenhuma verdade me machuca
Nenhum motivo me corrói
Até se eu ficar só na vontade, já não dói

 

Nenhuma doutrina me convence
Nenhuma resposta me satisfaz
Nem mesmo o tédio me surpreende mais

 

Mas eu sinto que eu tô viva a cada banho de chuva que chega molhando meu corpo

[...]

Eu ouvi promessas e isso não me atrai

 

E não há razão que me governe
Nenhuma lei prá me guiar
Eu tô exatamente aonde eu queria estar

 

Mas eu sinto que eu tô viva a cada banho de chuva que chega molhando meu corpo

 

A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu ou em que mundo se enfiou

 

Mas já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Já faz algum tempo
Faz algum tempo…

 

A minha alma nem me lembro mais
Em que esquina se perdeu ou em que mundo se enfiou

 

Mas eu não tenho pressa
Já não tenho pressa
Eu não tenho pressa
Não tenho pressa

.

Letra Peu Sousa / Pitty – Ilustração Janson Lesvesque

 

A Mulher Que eu Amo 19 Setembro, 2009

Arquivado em: Músicas — cimara @ 1:11 am
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A mulher que eu amo tem a pele morena
é bonita é pequena e me ama também
a mulher que eu amo tem tudo que eu quero
e até mais do qe espero, encontrar em alguem

 

A mulher que eu amo tem um lindo sorriso
é tudo que eu preciso pra minha alegria
a mulher que eu amo tem nos olhos a calma
ilumina minh’alma, é o sol do meu dia

 

Se o amor é pra mim o que há de mais lindo
se ela está sorrindo eu estou também
tudo dela é bonito, tudo nela é verdade
e com ela acredito na felicidade

 

A mulher que eu amo enfeita minha vida
meu sonhos realiza, me faz tão bem

 

Se o amor é pra mim o que há de mais lindo
se ela está sorrindo eu sorrio também
tudo nela é bonito, tudo nela é verdade

 

                      Roberto Carlos

 

Beije-me Inteira 18 Setembro, 2009

Arquivado em: Aspas, Poemas — cimara @ 6:05 pm

 

beije me as coxas
pálpebras, dedos, lóbulos
os dois

 

beije me os seios
um e outro, que são ciumentos
ambos

 

beije me os lábios
superior e inferior
os grandes e os pequenos
todos

.

stripteasedaalma.blogspot

 

Nua e Ajoelhada 18 Setembro, 2009

Arquivado em: Aspas, Poemas — cimara @ 6:04 pm

Estou nua e ajoelhada
Esperando que ele agarre os meus cabelos
E me puxe para o meio de suas pernas
Como se ele quisesse me parir pra dentro

 

Estou nua e ajoelhada
Como quem vai rezar
Ou pagar uma penitência
Como quem aguarda do santo um milagre
Ou do padre uma benção

 

Estou nua e ajoelhada
Totalmente dominada
Na boca uma mordaça
Na alma uma puta de praça

.

mundodapaula

 

Cara bom de Cama 11 Setembro, 2009

Arquivado em: Outros — cimara @ 7:07 pm
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Damn2 O cara bom de cama faz com que a mulher se sinta desejada por ele o dia todo.

Ele dá assistência. Liga, passa e-mail, aparece de surpresa, cumpre os compromissos no horário marcado pra ganhar tempo.
Com isso, a mulher sente-se A MULHER, valorizadíssima, desejada.

O cara bom de cama, faz elogios, fala putaria, faz propostas indecentes, se insinua ao pé do ouvido e a deixa molhada e ansiosa pra uma transa.
E faz isso em público, no trabalho, na sala de aula, numa festa, na boite.
Ele faz com que ela o deseje.
Ele fala coisa do tipo “isso tudo é meu?”, referindo- se ao corpo dela.
Ele toca seus seios decotados discretamente.
Ele passa o dedo levemente no joelho dela no sentido da boceta, fazendo-a querer que ele não pare.
Mas ele pára, provoca, deixa o desejo no ar.

O cara bom de cama não tem hora nem lugar pra dar uma.
Transa no carro, encostado no muro, atrás de uma árvore, em cima da mesa, na areia da praia, dentro de mar, rio, piscina.
Ele a abraça por trás enquanto ela lava as mãos, sabe onde tocá-la e a come ali mesmo, apoiada na pia, com a água correndo aberta.

O cara bom de cama a beija de corpo todo. Começa de leve depois enfia a língua na garganta.
Segura seu rosto com as mãos e controla o ritmo.
Domina.
O movimento do beijo do cara bom de cama é de corpo e alma.
Ele roça nela, enquanto beija. Mostra, com o toque, que seu pau tá estalando de desejo por ela.
Durante o beijo, ele a abraça e aperta sua bunda.
Ele alisa o bico dos seios.
Ele a enlouquece com um beijo.

O cara bom de cama faz sexo oral. Como o beijo, faz isso de corpo inteiro.
Ele enfia a cara na boceta e não apenas a toca com a boca ou língua.
Ele sabe quando morder, quando lamber, quando chupar.
Ele lambe seus pés e a parte de trás do joelho.
Ele lambe-lhe as cochas e passa direto pro umbigo, deixando-a ansiosa pelo oral local.
Ele a faz gozar numa chupada. Se ela não tremer, não foi bem chupada.

O cara bom de cama penetra selvagem, penetra com carinho, não penetra, apenas esfrega seu pau.
Ele sabe onde esfregar.
Ele varia posições.
Mas, nem por isso, deixa de fazer papai-mamãe.

O cara bom de cama mostra seu domínio. A mulher precisa se sentir protegida.
Ele a beija, enquanto mete.
Ele urra, enquanto goza.
E a abraça com força curtindo o prazer do gozo.
Ele diz que a ama, mesmo que seja só paixão.

Enfim, o cara bom de cama deixa a mulher saber o quanto ela é importante pra ele.
Esse é o principal. Se é que tem principal.

Ele não precisa inventar posições impossíveis, tampouco seguir o calendário de posições nem o Kama Sutra.
Ele precisa apenas estar lá quando ela precisa.

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StrepTeasedaAlmaBlogSpot

 

Do Meu Jeito 11 Setembro, 2009

Arquivado em: Martha Medeiros — cimara @ 1:05 am
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Frank Sinatra não esta mais entre nós, mas deixou imortalizada uma canção que estou escutando agora, My Way. Uma canção que circulou pelo repertório inclusive de Nina Hagen, Elvis Presley, Celine Dion e tantos outros.
A letra fala de um cara que teve uma vida cheia, que percorreu muitas estradas, que amou, riu, chorou, mas o importante é que fez tudo isso do jeito dele.

“ I’ve lived a life that’s full / I’ve traveled each and every highway / But more, much more than this / I did it my way .”

Acho que ser diferente é mais estimulante do que ser o melhor. Essa diferença não esta em sair para rua de pijama ou comer churrasco de pingüim, mas em concentrar-se no que realmente nos dá prazer, sem julgar se é politicamente correto ou incorreto, e muito menos se vai contar pontos no rankings dos descolados. Trata-se de incorporar ao nosso dia-a-dia pequenos deleites que registrem nossa identidade. Os grandes prazeres são imperativos e comuns a todos, existem para satisfazer nossa necessidade de sexo, fome, sede, frio, calor, afeto. Os pequenos prazeres, ao contrário, nos individualizam, revelam a nossa maneira de estar no mundo.
É o nosso jeito.

Em 2005, de minha parte, quero ter tempo para ao menos um banho de banheira, ficar ali imersa ouvindo música e tomando um espumante bem gelado ou um vinho tinto. Quero ter um livro novo da Lya Luft ou Elisa Lucinda, quero ir ao cinema no mínimo duas vezes na semana. Quero caminhar 45 minutos de manhã cedo. Quero assinar a revista Bravo. Quero renovar as flores da casa toda semana. Comer muito queijo emental. Ser a primeira a abrir o jornal. Dormir em lençóis de percal.

Em 2005 quero com minhas amigas bater papo e dar risadas no Out Back da Barra. Dar menos explicações, ver mais Elisa Lucinda brilhando em recitais de poesias. Quero no mínimo oito horas de sono. Viajar de trem. Brigar com alguém. Escrever mais. Dirigir ouvindo um CD novo a cada mês. Quero tomar mais água. Bordar um tapete.

Não quero ver filme com bicho, nem ouvir má notícia, nem festa de criança. Não quero cama amarfanhada ,poesia concreta, chuveiro fraco, banho frio, barulho de obra e, se pudesse pularia os domingos.

Em 2005 quero subir pela escada, comer camarão com molho de abacaxi, viajar com meu filho, apoiar os meus pés no braço do sofá, não deixar faltar gelo, manjericão e beijo na boca. Pequenos prazeres, volúpias enormes.
Tenha você também um ano feliz a seu modo.

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Martha Medeiros

 

A minha Felicidade não é a sua. 11 Setembro, 2009

Arquivado em: Martha Medeiros — cimara @ 12:46 am
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O mais recente livro de Carlos Moraes, o ótimo “Agora Deus vai te pegar lá fora”, há um trecho em que uma mulher ouve a seguinte pergunta de um major: “Por que você não é feliz como todo mundo?” A que ela responde mais ou menos assim: “Como o senhor ousa dizer que não sou feliz? O que o senhor sabe do que eu digo para o meu marido depois do amor? E do que eu sinto quando ouço Vivaldi? E do que eu rio com meu filho? E por que mundos viajo quando leio Murilo Mendes? A sua felicidade, que eu respeito, não é a minha, major.”

E assim é. Temos a pretensão de decretar quem é feliz ou infeliz de acordo com nossa ótica particular, como se felicidade fosse algo que pudesse ser visualizado. Somos apresentados a alguém com olheiras profundas e imediatamente passamos a lamentar suas prováveis noites insones causadas por problemas tortuosos. Ou alguém faz uma queixa infantil da esposa e rapidamente decretamos que é um fracassado no amor, que seu casamento deve ser um inferno, pobre sujeito. É nestas horas que junto a ponta dos cinco dedos da mão e sacudo-a no ar, feito uma italiana indignada: mas que sabemos nós da vida dos outros, catzo?

Nossos momentos felizes se dão, quase todos, na intimidade, quando ninguém está nos vendo. 0 barulho da chave da porta, de madrugada, trazendo um adolescente de volta pra casa. O cálice de vinho oferecido por uma amiga com quem acabamos de fazer as pazes. Sentar-se no cinema, sozinho, para assistir ao filme tão esperado. Depois de anos com o coração em marcha lenta, rever um ex-amor e descobrir que ainda é capaz de sentir palpitações. Os acordos secretos que temos com filhos, netos, amigos. A emoção provocada por uma frase de um livro. A felicidade de uma cura. E a infelicidade aceita como parte do jogo — ninguém é tão feliz quanto aquele que lida bem com suas precariedades.

O que sei eu sobre aquele que parece radiante e aquela outra que parece à beira do suicídio? Eles podem parecer o que for e eu seguirei sem saber de nada, sem saber de onde eles extraem prazer e dor, como administram seus azedumes e seus êxtases, e muito menos por quanto anda a cotação de felicidade em suas vidas. Costumamos julgar roupas, comportamento, caráter — juizes indefectíveis que somos da vida alheia — mas é um atrevimento nos outorgar o direito de reconhecer, apenas pelas aparências, quem sofre e quem está em paz.

A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém. Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa, a que ela recorre para conquistar serenidade, em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo, o quanto de energia coloca no que faz, e no que ela é capaz de desfazer para manter-se sã. Toda felicidade é construída por emoções secretas. Podem até comentar sobre nós, mas nos capturar, só com a nossa permissão.

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Martha Medeiros

 

A massacrante felicidade dos outros 8 Agosto, 2009

Arquivado em: Martha Medeiros — cimara @ 10:23 pm
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Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras.
 
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem. De onde vem isso?
 
Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: ‘Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento’ .
 
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
 
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.
 
Ao amadurecer, descobrimos que estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados pra consumo externo.
 
‘Todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores, social e filosoficamente corretos. Parece que ninguém, nenhum deles, nunca levou porrada. Parece que todos têm sido campeões em tudo’.
 
Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.
 
Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?
 
Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Será bom só sair de casa com alguém todo tempo na sua cola a título de segurança? Estarão mesmo todas essas pessoas realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está em casa, lendo, desenhando, ouvindo música, vendo seu time jogar, escrevendo, tomando seu uisquinho?
 
Tenha certeza que as melhores festas acontecem sempre dentro do nosso próprio apartamento. 

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Martha Medeiros

 

Por onde andará minha cola? 3 Julho, 2009

Arquivado em: Ilustrações — cimara @ 11:12 pm
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Coração Pesado 3 Julho, 2009

Arquivado em: Outros — cimara @ 10:44 pm

E não adianta puxar mil toneladas de dor
se não descarregas as bagagens do passado
No buraco que você mesmo cavou…

E de que vale viver a lamentar o inesperado
que nunca acontece pelo simples fato
de você ter medo de olhar para o que restou?

Deixe que a corda se rompa, e siga!
Pois o que sobrar dos cacos será a partida
Para consertar o que de bem ficou.

Rangele Guimarães

 

Cordel!!! 3 Julho, 2009

Arquivado em: Músicas — cimara @ 10:36 pm

Lindo, Lindo, Lindo!

 

Coração te acalma 3 Julho, 2009

Arquivado em: Músicas — cimara @ 10:28 pm

Quantas vezes eu te disse coração
Para não se envolver com a ilusão
Mas você ignorou
Outra vez se apaixonou
E agora eu sofro
Pois você errou…

.

Coração não me maltrate assim
Jogando com o amor
Você perde no fim
Outra vez você
Vai se entregar
E sem pensar que pode
Mais uma vez me machucar
Coração te acalma!…

.

Deixa a maré baixar, calmaria
Não me deixa sozinho nessa ilha
Você já está
Tão marcado pelo tempo
Não vá encontrar
O mar de cara para o vento
Coração iludido, coração bandido
Pelo tanto que sofreu
Devia ter aprendido
O mundo ao seu redor
Parece ignorar
E simplesmente vai
Novamente se apaixonar…

.

Miragem perdida
Que não se realiza
Calor que quer sentir
A doce brisa
Esperança outra vez
Arde a chama
Que não se apague
Já que essa é tua fama
Se deixa levitar
Flutua sem parar
E assim me joga nesse jogo
Aí de mim!
Coração o tempo pede te apressa
De uma vez não vá sofrer
Coração não erra…

 

Nostálgico 23 Maio, 2009

Arquivado em: Vídeos — cimara @ 2:03 am
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Adoooooooooooooooooro!

 

Não cale, apenas escute mais 20 Maio, 2009

Arquivado em: Aspas — cimara @ 3:42 pm
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“O sábio fala porque tem alguma

coisa a dizer; o tolo porque tem

que dizer alguma coisa.

Platão

“O ignorante afirma, o sábio

 duvida/questionar e o

 sensato reflecte. “

Aristóteles

“O começo da sabedoria é o

silêncio.”  

Pitágoras

 

Lindo Achado! 16 Maio, 2009

Arquivado em: Ilustrações, Outros — cimara @ 10:24 pm
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detalhe-capa-01

 

Ter ou não ter namorado, eis a questão 28 Abril, 2009

Arquivado em: Aspas, Drummond — cimara @ 2:20 am
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massagev02-prevQuem não tem namorado é alguém que tirou férias remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabira, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão é fácil. Mas namorado mesmo é muito difícil.

Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio, e quase desmaia pedindo proteção. A proteção dele não precisa ser parruda ou bandoleira: basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado não é quem não tem amor: é quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento, dois amantes e um esposo; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto da chuva, cinema, sessão das duas, medo do pai, sanduíche da padaria ou drible no trabalho.

Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pactos de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade, ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de curar.

Não tem namorado quem não sabe dar o valor de mãos dadas, de carinho escondido na hora que passa o filme, da flor catada no muro e entregue de repente, de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque, lida bem devagar, de gargalhada quando fala junto ou descobre a meia rasgada, de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia, ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo, tapete mágico ou foguete interplanetário.

Não tem namorado quem não gosta de dormir, fazer sesta abraçado, fazer compra junto. Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele; abobalhados de alegria pela lucidez do amor.

Não tem namorado quem não redescobre a criança e a do amado e vai com ela a parques, fliperamas, beira d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro.

Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos, quem não se chateia com o fato de seu bem ser paquerado. Não tem namorado quem ama sem gostar; quem gosta sem curtir quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar, quem namora sem brincar, quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele.

Não tem namorado que confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando 200Kg de grilos e de medos. Ponha a saia mais leve, aquela de chita, e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesma e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenção de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteio.

Se você não tem namorado é porque não enlouqueceu aquele pouquinho necessário para fazer a vida parar e, de repente, parecer que faz sentido.

 

Atribuído a Carlos Drummond de Andrade,
mas é de Artur da Távola

Ilustração pra quebrar o clima! =PPPPPP

 

Falou muito bonito 28 Abril, 2009

Arquivado em: Aspas — cimara @ 2:10 am
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“Quando guardamos ressentimento de alguém, por mais que queiramos “fugir”, não conseguimos, porque os trazemos dentro de nós. Nos ligamos a essa pessoa e permitimos que um vínculo emocional muito forte seja criado. Perdoar é o único jeito de arrebentar esse vínculo e se libertar. O ódio machuca muito mais a pessoa que o sente. Quando enviamos algo de ruim para alguém, enviamos apenas uma xerox. A cópia original fica com a gente.”

Maira Dias Gomes – Parafraseado por mim.

 

Sobre Relacionamentos 11 Abril, 2009

Arquivado em: Aspas — cimara @ 5:19 pm
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“Seja qual for o relacionamento que você atraiu para dentro de sua vida, numa determinada época, ele foi aquilo de que você precisava naquele momento.” Repare: Nada é por acaso. Nós nos colocamos em uma espécie de “trilha”, que sempre esteve aí, o tempo todo, à sua espera. Você elegeu seu destino. A vida que você tem que viver é essa mesma. Por isso, onde quer que você se encontre, é exatamente onde “escolheu” estar, neste momento. Quando você estiver pronto para fazer uma coisa nova, de maneira nova, você fará. Há sempre alguém à espera da pessoa na qual você está se transformando. Talvez, você ainda não esteja pronto para reconhecê-la. A cada momento, cada um de nós está passando pelo processo de Ser e de se tornar. Como as pessoas, os nossos relacionamentos também mudam. E ainda há muito a aprender sobre o AMOR…

James Baldwin

 

Recuse o lixo dos outros! 6 Março, 2009

Arquivado em: Histórias — cimara @ 12:29 pm
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outro-blog2Um dia peguei táxi e fomos direto para o aeroporto. Estávamos rodando na faixa certa quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente. O motorista do táxi pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz! O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós. O motorista do táxi apenas sorriu e acenou para o cara. E eu quero dizer que ele o fez bastante amigavelmente. Assim eu perguntei: ‘Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!’ Foi quando o motorista do táxi me ensinou o que eu agora chamo “A Lei do Caminhão de Lixo”. Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por aí carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, e de desapontamento. À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente. Não tome isso pessoalmente. Apenas sorria, acene, deseje-lhes bem, e vá em frente. Não pegue o lixo delas e espalhe sobre outras pessoas no trabalho, em casa, ou nas ruas. O princípio disso é que pessoas bem sucedidas não deixam os caminhões de lixo estragar o seu dia. A vida é muito curta para levantar de manhã com sentimentos ruins, assim… Ame as pessoas que te tratam bem. Ore pelas que não o fazem. A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe! Tenha um dia abençoado por Deus, livre de lixo.

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Desconheço Autoria

 

Abaixo-Assinado Anti-Cotas Raciais 5 Março, 2009

Arquivado em: Histórias — cimara @ 12:23 am
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“O argumento é conhecido: ‘Temos um passado de escravidão que levou a população de origem africana a níveis de renda e condições de vida precárias. O preconceito e a discriminação contribuem para que esta situação pouco se altere. Em decorrência disso, haveria a necessidade de políticas sociais que compensassem os que foram prejudicados no passado, ou que herdaram situações desvantajosas. Essas políticas, ainda que reconhecidamente imperfeitas, se justificariam porque viriam a corrigir um mal maior.’ Esta análise não é realista nem sustentável e tememos as possíveis conseqüências das cotas raciais. [...] A adoção de identidades raciais não deve ser imposta e regulada pelo Estado. [...] A verdade amplamente reconhecida é que o principal caminho para o combate à exclusão social é a construção de serviços públicos universais de qualidade nos setores de educação, saúde e previdência, em especial a criação de empregos. Essas metas só poderão ser alcançadas pelo esforço comum de cidadãos de todos os tons de pele contra privilégios odiosos que limitam o alcance do princípio republicano da igualdade política e jurídica. [...] A invenção de raças oficiais tem tudo para semear esse perigoso tipo de racismo, como demonstram exemplos históricos e contemporâneos. [...] Nosso sonho é o de Martin Luther King, que lutou para viver numa nação onde as pessoas não seriam avaliadas pela cor de sua pele, mas pela força de seu caráter.”

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http://www.petitiononline.com/cp2r2006/petition.html

 

Tempestade Vermelha 12 Fevereiro, 2009

Arquivado em: Aspas — cimara @ 1:13 pm
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Não ao amor e seus lados.
Nada de suspiros
lágrimas adocicadas
olhares suaves
toques delicados.

Eu quero é a paixão!
com seu fogo ardente e latente
com suas tempestividades momentâneas
suas vontades ferozes
sua força arrebatadora.

Quero beijos flamejantes
e abraços estarrecedores.
Nada de beijos e sonhos de vento
poesia ou luz do luar.

Quero me apaixonar!

Amar dá muito trabalho.
tem que esperar o universo conspirar,
dois olhares se cruzarem.
E se encaixar em dogmas
e conjunturas sociais.
O amor é burguês!
se enquadra:
socialmente
religiosamente
humanamente.

A paixão não!
Esta só obedece seu próprio umbigo,
e olhe lá!
Ele rodopia com os rótulos
brinca de esconde-esconde
com as regras!

Quero me apaixonar!
Me sentir viva
me sentir forte
e até ousar me sentir Bonita.

Quero me apaixonar
com a urgência de uma criança
e a ânsia de uma mulher
que engole a vida aos copos
e galopa os dias em ventanias!

.

Elandia Duarte



 

De Cris Alcântara 12 Fevereiro, 2009

Arquivado em: Ilustrações — cimara @ 1:18 am
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texto-29

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Muito liiiindo!

Mais Aqui: http://reticerearte.blogspot.com/

 

Prazeres 6 Fevereiro, 2009

Arquivado em: Aspas — cimara @ 2:20 pm
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E o que restam desses risos amargos
Desses goles, desses tragos, dessa noite fugaz
O que restam de tantos os passos
Se a maioria deles foram dados para trás

O que resta da beleza, desta vil sensação
Desta mentira, dessa vil utopia
De embriagar-se de uma pequenez doentia
E depois sentir as dores de um gigante malsão

.

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Sávio

 

6 Fevereiro, 2009

Arquivado em: Aspas — cimara @ 2:15 pm
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Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar, para atravessar o rio da vida – ninguém, exceto tu, só tu. Existem, por certo, atalhos sem números, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te além do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa; tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho por onde só tu podes passar. Onde leva? Não perguntes, segue-o.

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Nietzsche.

 

Pin-up! 22 Outubro, 2008

Arquivado em: Ilustrações — cimara @ 2:48 am
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Conto de Fadas para a Mulher do Séc. XXI 5 Outubro, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 1:51 pm
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Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.

Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…

Naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava…

- Nem morta!

 

 

Luis Fernando Veríssimo

 

Paquerar 3 Outubro, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 2:58 pm
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“Paquerar é bom, mas chega uma hora que cansa! Cansa na hora que você percebe que ter 10 pessoas ao mesmo tempo é o mesmo que não ter nenhuma, e ter apenas uma – se você a tiver “por completo”, claro -, é o mesmo – melhor - que possuir 10 ao mesmo tempo.

Nessas horas sempre surge aquela tradicional perguntinha: Por que aquela pessoa pela qual você trocaria qualquer programa por um simples filme com pipoca abraçadinho no sofá da sala não despenca na sua vida?”

 

Luis Fernando Veríssimo

 

Casamento Aberto 15 Setembro, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 7:15 pm
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“O casamento vai acabar? Nunca, mas vai continuar a fazer muita gente sofrer se não entrarem cláusulas novas nesse contrato e se as cabeças não se arejarem. Danielle Mitterrand diz o seguinte: ‘Achar que somos feitos para um único e fiel amor é hipocrisia, conformismo. É preciso admitir docemente que um ser humano é capaz de amar apaixonadamente alguém e depois, com o passar dos anos, amar de forma diferente.’ E termina citando sua conterrânea, Simone de Beauvoir: ‘Temos amores necessários e amores contingentes ao longo da vida’.

Estamos falando de casamento aberto, sim, mas não desse casamento escancarado e vulgar, em que todos se expõem, se machucam e cabam ainda mais frustrados. Casamento aberto é outra coisa, e pode inclusive ser monogâmico e muito feliz. A abertura é mental, não precisa ser sexual. É entender que com possessão não se chagará muito longe. É Amar o outro nas suas fragilidades e incertezas. É aceitar que uma união é para trazer alegria e cumplicidade, e não sufocamento e repressão. É ter noção de que a cada idade estamos um pouquinho transformados, com anseios e expectativas bem diferente dos que tinhamos quando casamos, e quem nos ama de verdade vai procurar entender isso, e não lutar contra. Sendo aberto nesse sentido o casal construirá uma relação que seja plena e feliz para eles mesmos, e não para a torcida. E o que eles sofrerem, aceitarem, negociarem ou rejeitarem terá como único intento o crescimento de ambos como seres individuais que são.”

 

Trecho da crônica Casamento Aberto 

Martha Medeiros

 

A Janela Dos Outros 15 Setembro, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 6:50 pm
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“Eu costumo dar uma espiada no ângulo de visão do vizinho. Me deixa menos anclausurada nos meus próprios pontos de vistas, mas, em contrapartida, me tira a certeza de tudo. Dependendo de onde se esteja posicionado, a razão pode estar do nosso lado, mas a perderemos assim que trocarmos de lugar. Só possuindo uma visão de 360 graus para nos declararmos sábios. E a sabedoria recomenda que falemos menos, que batamos menos o martelo e que sejamos menos enfáticos, pois todos estão certos e todos estão errados em algum aspecto da análise. É o triunfo da dúvida.”

 

Trecho da crônica A janela dos outros

Martha Medeiros

 

 

Geni e o Zepelin 10 Setembro, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 1:45 am
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De tudo que é nego torto
Do mangue e do cais do porto
Ela já foi namorada
O seu corpo é dos errantes
Dos cegos, dos retirantes
É de quem não tem mais nada
Dá-se assim desde menina
Na garagem, na cantina
Atrás do tanque, no mato
É a rainha dos detentos
Das loucas, dos lazarentos
Dos moleques do internato
E também vai amiúde
Com os velhinhos sem saúde
E as viúvas sem porvir
Ela é um poço de bondade
E é por isso que a cidade
Vive sempre a repetir
Joga pedra na Geni
Joga pedra na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Um dia surgiu, brilhante
Entre as nuvens, flutuante
Um enorme zepelim
Pairou sobre os edifícios
Abriu dois mil orifícios
Com dois mil canhões assim
A cidade apavorada
Se quedou paralisada
Pronta pra virar geléia
Mas do zepelim gigante
Desceu o seu comandante
Dizendo – Mudei de idéia
- Quando vi nesta cidade
- Tanto horror e iniqüidade
- Resolvi tudo explodir
- Mas posso evitar o drama
- Se aquela formosa dama
- Esta noite me servir

Essa dama era Geni
Mas não pode ser Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Mas de fato, logo ela
Tão coitada e tão singela
Cativara o forasteiro
O guerreiro tão vistoso
Tão temido e poderoso
Era dela, prisioneiro
Acontece que a donzela
- e isso era segredo dela
Também tinha seus caprichos
E a deitar com homem tão nobre
Tão cheirando a brilho e a cobre
Preferia amar com os bichos
Ao ouvir tal heresia
A cidade em romaria
Foi beijar a sua mão
O prefeito de joelhos
O bispo de olhos vermelhos
E o banqueiro com um milhão
Vai com ele, vai Geni
Vai com ele, vai Geni
Você pode nos salvar
Você vai nos redimir
Você dá pra qualquer um
Bendita Geni

Foram tantos os pedidos
Tão sinceros, tão sentidos
Que ela dominou seu asco
Nessa noite lancinante
Entregou-se a tal amante
Como quem dá-se ao carrasco
Ele fez tanta sujeira
Lambuzou-se a noite inteira
Até ficar saciado
E nem bem amanhecia
Partiu numa nuvem fria
Com seu zepelim prateado
Num suspiro aliviado
Ela se virou de lado
E tentou até sorrir
Mas logo raiou o dia
E a cidade em cantoria
Não deixou ela dormir
Joga pedra na Geni
Joga bosta na Geni
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Geni

Chico Buarque

http://www.mp3tube.net/musics/-Geni-e-o-Zepelin-Chico-Buarque/54057/

 

10 Coisas que levei anos pra aprender 12 Agosto, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 3:15 pm
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1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.
 2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.
 3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.
 4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.
 5. Não confunda nunca, sua carreira com sua vida.
 6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.
 7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria “reuniões”.
 8. Há uma linha muito tênue entre “hobby” e “doença mental”.
 9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.
 10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

 Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão… que o AMOR existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim… e que valeu a pena!

 
Luís Fernando Veríssimo 
 

Lei Seca 4 Agosto, 2008

Arquivado em: Rir um pouco? — cimara @ 11:46 pm
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Isso é possivel?

 

Pau mole 31 Julho, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 12:11 am
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 Adoro pau mole.
Assim mesmo.
Não bebo mate
não gosto de água de coco
não ando de bicicleta
não vi ET
e a-d-o-r-o pau mole.

Adoro pau mole
pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.

Adoro pau mole
porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade
que eu prezo e quero, sempre.

Porque ele é ícone do pós-sexo
(que é intrínseca e automaticamente
- ainda que talvez um pouco antecipadamente)
sempre um pré-sexo também.

Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.

É dentro dele,
em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar,
que mora o pau duro e firme com que meu homem me come.

Maria Rezende

 

de Fernando Pessoa 25 Julho, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 5:55 pm
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Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquando não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.

 Fernando Pessoa

 

Sobre Paixão 19 Julho, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 6:39 pm
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“As paixões são como ventanias que enfurnam as velas dos navios,

fazendo-os navegar; outras vezes podem fazê-los naufragar,

mas se não fossem elas, não haveria viagens nem aventuras nem novas

descobertas.”

 

Voltaire

 

A Pedra 15 Julho, 2008

Arquivado em: Histórias — cimara @ 2:19 pm
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O distraído nela tropeçou…

O bruto a usou como projétil.

O empreendedor, usando-a, construiu.

O camponês, cansado da lida, dela fez assento.

Para meninos, foi brinquedo.

Drummond a poetizou.

Já, David matou Golias, e Michelangelo extraiu-lhe a mais bela escultura…

E em todos esses casos, a diferença não esteve na pedra, mas no Homem! Não existe ‘pedra’ no seu caminho que você não possa aproveitá-la para o seu próprio crescimento.

 

Desconheço Autoria

 

CATAVENTO E GIRASSOL 12 Julho, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 5:53 pm
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Meu catavento tem dentro
O que há do lado de fora do teu girassol
Entre o escancaro e o contido
Eu te pedi sustenido
E você riu bemol
Você só pensa no espaço
Eu exigi duração
Eu sou um gato de subúrbio
Você é litorânea
Quando eu respeito os sinais
Vejo você de patins
Vindo na contra-mão
Mas, quando ataco de macho
Você se faz de capacho
E não quer confusão
Nenhum dos dois se entrega
Nós não ouvimos conselho:
Eu sou você que se vai
No sumidouro do espelho
Eu sou do Engenho de Dentro
E você vive no vento do Arpoador
Eu tenho um jeito arredio
E você é expansiva
(o inseto e a flor)
Um torce pra Mia Farrow
O outro é Woody Allen…
Quando assovio uma seresta
Você dança, havaiana
Eu vou de tênis e jeans
Encontro você demais:
Scarpin, soirée
Quando o pau quebra na esquina
Você ataca de fina
E me ofende em inglês:
É fuck you, bate-bronha
E ninguém mete o bedelho:
Você sou eu que me vou
No sumidouro do espelho
A paz é feita no motel
De alma lavada e passada
Pra descobrir logo depois
Que não serviu pra nada
Nos dias de carnaval
Aumentam os desenganos:
Você vai pra Parati
E eu pro Cacique de Ramos
Meu catavento tem dentro
O vento escancarado do Arpoador
Teu girassol tem de fora
O escondido do Engenho de Dentro da flor
Eu sinto muita saudade
Você é contemporânea
Eu penso em tudo quanto faço
Você é tão espontânea!
Sei que um depende do outro
Só pra ser diferente
Pra se completar
Sei que um se afasta do outro
No sufoco somente pra se aproximar
Cê tem um jeito verde de ser
E eu sou mais vermelho
Mas os dois juntos se vão
No sumidouro do espelho

 

Guinga e Aldir Blanc

http://www.mp3tube.net/musics/Leila-pinheiro-Catavento-e-Girassol/38094/

 

Sobre a saudade. 6 Julho, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 2:34 pm
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Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.

Camões

 

Você 30 Junho, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 8:50 pm
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Você desfoca, sai do tom
Se perde e não vê
Que a confusão começa dentro de você
Disfarça, acha graça, desmonta e sorri
Não aguenta o peso
dessa máscara que esconde…

Você!… Carrega o mundo e não vê que ser…
Feliz é viver o presente e deixar fluir…
O que sente e não se importar
Com que os outros pensam que você é…
Quem é você?

Você que é tão sensata,tão cheia de si
Sempre fazendo festa e se sentindo tão só
Você que sempre agrada e sem perceber
Insiste em seguir um caminho
Que não é… Você!

Sai do quarto… Passa da porta e vai…
Deixa o mundo ver…
Sai do quarto passa da porta e vai
Quem sabe você?

Música das Chicas

 http://br.youtube.com/watch?v=Hy2PGuZxPNk

Então…

 

Ainda Existem Cavalheiros? 30 Junho, 2008

Arquivado em: Rir um pouco? — cimara @ 8:40 pm
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KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

KKKKKKKKKKKK

 

A Musa Do Século 21 29 Junho, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 9:02 pm
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Gata, gostosa, tesudinha:
dá de quatro, dá de lado e ainda dá a bundinha.
Aberta, relax, super moderninha:
divide o namorado com hippies e patricinhas.
Séria, independente, meio estressadinha:
tem sua própria casa e paga as contas sozinha.
Culta, inteligente, artisticazinha:
Cita filosofia, curte música e um cineminha.
Doce, prendada, jeitosinha:
lava a roupa, arruma a casa e ainda cozinha.
Faz a unha, faz uns bicos, faz café, faz 69,
busca o cara no seu carro e ainda dirige pro motel.
Compra frutas, roupa nova, se depila e lê de tudo,
tem email, tem um blog, tem crédito no celular.
Não pede ajuda, não liga pra bagunça, não chora à toa, não fala demais.
Não é careta nem doidona,
adora esportes na tv e sexo de madrugada,
não fala em filhos nem casamento
e cuida sozinha da anticoncepção.
Por ela suspiram os machos do século 21,
e por causa dela sofrem as fêmeas,
meros projetos de musa,
nós, mulheres reais.
Maria Rezende
 

Dicas para viver melhor 3 Junho, 2008

Arquivado em: Histórias — cimara @ 2:47 pm
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Eu adoro ir à farmácia! Descobri que não preciso de remédios para visitá-las. As prateleiras repletas de creminhos, esfoliantes, sopinhas e coisinhas cheirosas para o cotidiano. Besteirinhas que massageiam o ego e podem nos ajudar a ser grandiosas sem 10 cm de salto! 
Mas o achado de hoje na minha visitinha à farmácia pertinho de casa foi esse manual para bem viver. Queria muito incorporar algumas dessas dicas ao meu comportamento. Eu até tento! Mas é difícil mudar, ainda que sejam as pequenas coisas que nos incomodam. A força do hábito pesa e a comodidade por certo, reclama permanência. Bom, deixa de blá blá blá. Eis as dicas:

_________________________________________

  1. Elogie em público e critique em particular 
  2. Ore pedindo sabedoria, compreensãoo e amor, NUNCA coisas materiais
  3. Tenha sempre um aperto de mão firme
  4. Olhe, delicadamente, as pessoas nos olhos
  5. Peça desculpa sempre que magoar alguém
  6. Gaste menos do que ganha
  7. Perdoe as pessoas que um dia te feriram o coração
  8. Troque 2 horas de tv por 30 minutos de leitura
  9. Seja caloroso, abrace as pessoas que você gosta
  10. Faça novos amigos e valorize suas antigas amizades
  11. Saiba guardar segredos, seus e dos outros
  12. Nunca negue um pedido de desculpas
  13. Faça seu programa favorito uma vez por semana
  14. Cuide de sua aparência para que goste do que vê no espelho.
  15. Seja reservado, não torne pública sua vida pessoal
  16. Celebre a vida, não reclame da saúde e nem do trabalho
  17. Saiba ouvir, não interrompa as pessoas quando estiverem falando
  18. Releve as palavras ásperas que te disseram
  19. Aprenda inglês e a navegar na internet
  20. Seja humilde, saiba pedir ajuda
  21. Beije a sua mãe e diga que a ama
  22. Surpreenda a quem você ama com presentes inesperados
  23. Responda aos e-mails, aos telefonemas e telegramas que receber
  24. Aceite sempre uma mão estendida
  25. Reconheça seus erros e suas limitações
  26. Diga “obrigado” sempre que alguém te ajudar de alguma maneira
  27. Pague suas contas em dia
  28. Saiba dizer “não”
  29. Dê às pessoas uma segunda chance
  30. Envie uma mensagem de otimismo para alguém
  31. Ame e respeite todas as coisas vivas
  32. Não tome nenhuma decisão quando estiver cansado ou nervoso
  33. Diga “eu te amo” sempre que sentir vontade
  34. Goste do que faz e faça o que gosta
  35. Jamais prive uma pessoa de ter esperanças e sonhos. Pode ser que ela só tenha isso.
  36. PENSE!

Desconheço Autoria

 

de Caio Fernando Abreu 31 Maio, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 1:33 pm
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“E uma compulsão horrível de quebrar imediatamente qualquer relação bonita que mal comece a acontecer. Destruir antes que cresça. Com requintes, com sofreguidão, com textos que me vêm prontos e faces que se sobrepõem às outras. Para que não me firam, minto. E tomo a providência cuidadosa de eu mesmo me ferir, sem prestar atenção se estou ferindo o outro também. Não queria fazer mal a você. Não queria que você chorasse. Não queria cobrar absolutamente nada. Por que o Zen de repente escapa e se transforma em Sem? Sem que se consiga controlar”.

 

Caio Fernado Abreu

 

de Fernando Pessoa 31 Maio, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 1:30 pm
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Posso ter defeitos, viver ansioso
e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida
é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis
no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.

Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…

 

Fernando Pessoa

 

Sete Cidades 29 Maio, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 1:23 am
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Já me acostumei com a tua voz
Com teu rosto e teu olhar
Me partiram em dois
E procuro agora o que é minha metade

Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu

Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo

Quando não estás aqui
Tenho medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu

Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais
E já me acostumei com a tua voz
Quando estou contigo estou em paz
Quando não estás aqui
Meu espírito se perde, voa longe…

 

Composição: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá

 

PEDAÇOS DE MIM 28 Maio, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 8:58 pm
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“Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante


Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito querid infinidade as
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.”

Martha Medeiros

 

Por que você ama quem você ama? 24 Maio, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 5:13 pm
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Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não tem a maior vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara? Não pergunte para mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar (ou quase). Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, por que diabo está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito do amor da sua vida!

 

Martha Medeiros

 

A IMPONTUALIDADE DO AMOR 24 Maio, 2008

Arquivado em: Aspas — cimara @ 4:59 pm
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Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir “eu te amo” num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir “eu te amo” numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

 

Martha Medeiros